Na ausência de D. Pedro I e a sua impossibilidade de D. Pedro de Alcântra de governar (porque ele era só uma criança), então botaram os deputados para representarem os interesses das elites das províncias, eles aproveitaram a situação de fragilidade da coroa imperial para aprovar medidas que possibilitariam a ampliação de seus poderes locais.
Como nem todos concordaram com essas medidas, rapidamente os grupos se alinharam a uma das três correntes políticas então existentes.
Partido Liberal moderado: Era o partido das elites latifundiárias e escravistas espalhadas por todo o pais. Queriam maior autonomia local para assumir o poder em suas províncias. Defenderiam a manutenção do voto censitário e eram contra o retorno de D. Pedro I.
Partido Liberal Radical: Formado pela população livre e urbana, majoritariamente concentrada no Rio de Janeiro. Propunham a descentralização e o federalismo e defendiam a abolição gradual da escravidão, nacionalização do comércio, desapropriação de latifúndios improdutivos e a proclamação da República.
Partido de Restauração: Composto principalmente por portugueses que viviam no Brasil e por brasileiros que ocupavam autos postos na administração publica, no Exército e no comércio. Eram chamados de caramurus e defendiam a volta de D. Pedro I ao Brasil para reassumir a coroa, pois para eles as reformas que estavam sendo aprovadas pelos liberais colocariam em risco seus interesses. Com a morte de D. Pedro I, em 1834, o partido dissolveu-se.
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