terça-feira, 25 de agosto de 2015

Centralização versus Descentralização

     O período regencial deixara em evidência os conflitos internos da sociedade brasileira, é uma época extremamente agitada na qual aristocracia agrária vai impor sua vontade aos demais grupos socioeconômicos.
     Na ausência de D. Pedro I e a sua impossibilidade de D. Pedro de Alcântra de governar (porque ele era só uma criança), então botaram os deputados para representarem os interesses das elites das províncias, eles aproveitaram a situação de fragilidade da coroa imperial para aprovar medidas que possibilitariam a ampliação de seus poderes locais.
     Como nem todos concordaram com essas medidas, rapidamente os grupos se alinharam a uma das três correntes políticas então existentes. 
    Partido Liberal moderado: Era o partido das elites latifundiárias e escravistas espalhadas por todo o pais. Queriam maior autonomia local para assumir o poder em suas províncias. Defenderiam a manutenção do voto censitário e eram contra o retorno de D. Pedro I. 
  Partido Liberal Radical: Formado pela população livre e urbana, majoritariamente concentrada no Rio de Janeiro. Propunham a descentralização e o federalismo e defendiam a abolição gradual da escravidão, nacionalização do comércio, desapropriação de latifúndios improdutivos e a proclamação da República. 
     Partido de Restauração:  Composto principalmente por portugueses que viviam no Brasil e por brasileiros que ocupavam autos postos na administração publica, no Exército e no comércio. Eram chamados de caramurus e defendiam a volta de D. Pedro I ao Brasil para reassumir a coroa, pois para eles as reformas que estavam sendo aprovadas pelos liberais colocariam em risco seus interesses. Com a morte de D. Pedro I, em 1834, o partido dissolveu-se.
      
 

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