terça-feira, 22 de setembro de 2015

O Trabalho

     Os escravizados trabalhavam de 12 a 15 horas por dia: começavam entre 4 a 5 horas da manhã e iam até o anoitecer. Por vezes, as manhãs dos feriados e domingos eram usadas no conserto de cercas, estradas e em outros serviços. O homem trabalhava como agricultor, carpinteiro, ferreiro, pescador, carregador e em várias outras funções. A mulher cultivava a terra, cuidava dos doentes, colhia e moía a cana, lavava, passava, fazia partos, vendia doces e salgados etc.

A Travessia

     Os navios negreiros iam superlotados: onde cabiam 100 iam 300 e muitos morriam durante a viagem. Mesmo assim, o lucro dos traficantes era grande: O preço de venda de um lote era, em média, três vezes maior que o de compra.

Culinária

     A culinária baiana é a que mais demonstra a influência africana nos seus pratos típicos como acarajé, caruru, vatapá e moqueca. Estes pratos são preparados com o azeite-de-dendê, extraído de uma palmeira africana trazida ao Brasil em tempos coloniais. Na Bahia existem duas maneiras de se preparar estes pratos "afros". Numa, mais simples, as comidas não levam muito tempero e são feita nos terreiros de candomblé para serem oferecidas aos orixás. Na outra maneira, empregada fora dos terreiros, as comidas são preparadas com muito tempero e são mais saborosas, sendo vendidas pelas baianas do acarajé e degustadas em restaurantes e residências.

De onde eram?

     Eram povos de diferentes lugares da África, com características físicas e culturais próprias, que trouxeram hábitos, línguas e tradições que marcaram profundamente o nosso cotidiano. A maioria dos africanos entrados no Brasil saiu da região localizada ao sul do Equador, pelos portos de Benguela, Luanda e Cabinda. Outra parte considerável saiu da Costa da Mina, pelos portos de Lagos, Ajudá e São Jorge da Mina. E um número menor saiu pelo porto de Moçambique.
     No Brasil, os africanos não eram chamados pela sua etnia, mas sim pelo nome do porto ou da região onde tinham sido embarcados.


terça-feira, 15 de setembro de 2015

Vídeo sobre a Cultura Afro-Brasileira

Prof. Monica Lima e Sousa fala sobre a influência e a cultura afro-brasileira,vídeo muito explicativo e fácil de entender.

CULTURA AFRO-BRASILEIRA

                        
     Denomina-se cultura afro-brasileira o conjunto de manifestações culturais do Brasil que sofreram algum grau de influência da cultura africana desde os tempos do Brasil colônia até a atualidade. A cultura da África chegou ao Brasil, em sua maior parte, trazida pelos escravos negros na época do tráfico transatlântico de escravos. No Brasil a cultura africana sofreu também a influência das culturas europeia (principalmente portuguesa) e indígena, de forma que características de origem africana na cultura brasileira encontram-se em geral mescladas a outras referências culturais. Traços fortes da cultura africana podem ser encontrados hoje em variados aspectos da cultura brasileira, como a música popular, a religião, a culinária, o folclore e as festividades populares. Os estados do Maranhão, Pernambuco, Alagoas, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul foram os mais influenciados pela cultura de origem africana, tanto pela quantidade de escravos recebidos durante a época do tráfico como pela migração interna dos escravos após o fim do ciclo da cana-de-açúcar na região Nordeste. Ainda que tradicionalmente desvalorizados na época colonial e no século XIX, os aspectos da cultura brasileira de origem africana passaram por um processo de revalorização a partir do século XX que continua até os dias de hoje.
 

Afro-Brasileira

Já encerramos o conteúdo sobre o Período Regencial, a partir de agora iremos trabalhar com a Cultura Afro-Brasileiro

Partido regressista

     Partido Regressista é o nome que tomou, durante o período regencial do Brasil, a corrente conservadora que apoiava uma maior centralização do poder, como forma de se combater aquilo que definiam como anarquia, ocorrida durante a segunda regência do Padre Feijó.
      Defendendo o Estado centralizador e autoritário, tinha por principal líder o conservador Bernardo Pereira de Vasconcelos.
      O Regresso chegou ao poder em 1837, quando ocorre a renúncia de Feijó e ocupa interinamente a Regência o pernambucando Pedro de Araújo Lima. Um dos primeiros gestos do novo Regente foi o beija-mão no Imperador, então menor de idade, D. Pedro II.
     O Regresso foi uma das causas diretas do levante ocorrido em Salvador, conhecido como Sabinada; contra ele Manuel de Araújo Porto Alegre compusera versos que eram cantados nas ruas e diziam: "Viva o amor! Fora o Regresso!"
    Leis conservadoras revogaram, na prática,, as inovações liberais introduzidas no Código de Processo Criminal de 1832 e no Ato Adicional,este último pela chamada Lei Interpretativa do Ato Adicional, de 12 de maio de 1840.
     Em julho de 1840 os moderados deram o Golpe da Maioridade, proclamando a capacidade plena do jovem monarca, e derrubando os regressistas do poder.

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Imagem das Revoltas Regenciais

Essa imagem representa revoltas do Período Regencial.

Revoltas Regenciais

          O que foram?    

     As Revoltas Regenciais foram rebeliões que ocorreram em várias regiões do Brasil durante o Período Regencial (1831 a 1840). Aconteceram em função da instabilidade política que havia no país (falta de um governo forte) e das condições de vida precárias da população pobre, que era a maioria naquele período.

    
     Cabanagem (1835 a 1840)

- Local: Província do Grão-Pará

- Revoltosos: índios, negros e cabanos (pessoas que viviam em cabanas às margens dos rios).

- Causas: péssimas condições de vida da população mais pobre e domínio político e econômico dos grandes fazendeiros.

     Balaiada (1838 a 1841)

- Local: Província do Maranhão

- Revoltosos: pessoas pobres da região, artesãos, escravos e fugitivos (quilombolas).

- Causas: vida miserável dos pobres (grande parte da população) e exploração dos grandes comerciantes e produtores rurais.

     Sabinada (1837 a 1838)

- Local: Província da Bahia

- Revoltosos: militares, classe média e pessoas ricas.

- Causas: descontentamento dos militares com baixos salários e revolta com o governo regencial que queria enviá-los para lutarem na Revolução Farroupilha no sul do país. Já a classe média e a elite queriam mais poder e participação política.

     Guerra dos Farrapos (1835 a 1845)

- Local: Província de São Pedro do Rio Grande do Sul (atual RS).

- Revoltosos: estancieiros, militares-libertários, membros das camadas populares, escravos e abolicionistas.

- Causas: descontentamento com os altos impostos cobrados sobre produtos do sul (couro, mulas, charque, etc.); revolta contra a falta de autonomia das províncias.

     Revolta dos Malês (1835)

- Local: cidade de Salvador, Província da Bahia.

- Revoltosos: escravos de origem muçulmana.

- Causas: os revoltosos eram contrários à escravização, à imposição do catolicismo e às restrições religiosas.


     Outras revoltas regenciais:

- Carneiradas, em Pernambuco, 1834-1835.
- Revolta do Guanais, na Bahia, 1832-1833.
- Insurreição do Crato, no Ceará, 1832.
- Abrilada, em Pernambuco, 1832.
- Setembrada, em Pernambuco, em 1831.
- Novembrada, em Pernambuco, em 1831.
- Revolta de Carrancas, em Minas Gerais, em 1833.
- Revolta de Manuel Congo, no Rio de Janeiro.
- Rusgas, no Mato Grosso, 1834.
- Setembrada, no Maranhão, em 1831.

terça-feira, 1 de setembro de 2015

O Período do "Avanço Liberal"

     A Assembleia foi dominada pelos liberais que tiveram a chance de promover reformas necessárias para concessão de maior autonomia às províncias. Por isso, o período inicial da  Regência é identificado como o período do "Avanço Liberal".

Vídeo sobre o Período Regencial


                                                Esse vídeo mostra detalhadamente o que aconteceu no período regencial (1831 até 1840), e porque ouve as revoltas.

Mapa do Período Regencial

Aqui mostra os lugares das principais revoltadas que ocorreram no Período Regencial.

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Centralização versus Descentralização

     O período regencial deixara em evidência os conflitos internos da sociedade brasileira, é uma época extremamente agitada na qual aristocracia agrária vai impor sua vontade aos demais grupos socioeconômicos.
     Na ausência de D. Pedro I e a sua impossibilidade de D. Pedro de Alcântra de governar (porque ele era só uma criança), então botaram os deputados para representarem os interesses das elites das províncias, eles aproveitaram a situação de fragilidade da coroa imperial para aprovar medidas que possibilitariam a ampliação de seus poderes locais.
     Como nem todos concordaram com essas medidas, rapidamente os grupos se alinharam a uma das três correntes políticas então existentes. 
    Partido Liberal moderado: Era o partido das elites latifundiárias e escravistas espalhadas por todo o pais. Queriam maior autonomia local para assumir o poder em suas províncias. Defenderiam a manutenção do voto censitário e eram contra o retorno de D. Pedro I. 
  Partido Liberal Radical: Formado pela população livre e urbana, majoritariamente concentrada no Rio de Janeiro. Propunham a descentralização e o federalismo e defendiam a abolição gradual da escravidão, nacionalização do comércio, desapropriação de latifúndios improdutivos e a proclamação da República. 
     Partido de Restauração:  Composto principalmente por portugueses que viviam no Brasil e por brasileiros que ocupavam autos postos na administração publica, no Exército e no comércio. Eram chamados de caramurus e defendiam a volta de D. Pedro I ao Brasil para reassumir a coroa, pois para eles as reformas que estavam sendo aprovadas pelos liberais colocariam em risco seus interesses. Com a morte de D. Pedro I, em 1834, o partido dissolveu-se.
      
 

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Período Regencial

     O Período Regencial do Brasil ocorreu entre os anos de 1831 e 1840, interpondo-se, portanto, entre as fases do Primeiro e do Segundo Reinado.    
       O chamado Período Regencial no Brasil estendeu-se do ano de 1831 ao ano de 1840, quando houve o Golpe da Maioridade, que levou o ainda adolescente D. Pedro II ao poder. Esse período foi caracterizado por acirradas disputas políticas e conflitos armados (conhecidos como Revoltas Regenciais).    
       A partir de 1831, o Brasil viu-se sem o imperador, pois D. Pedro I abdicara do trono em favor de seu filho. O rei tinha assuntos políticos a resolver em Portugal com seu irmão, D. Miguel, a respeito da herança do trono português. Com a vacuidade do trono brasileiro, alguns políticos destacados encarregaram-se de reger a instituição imperial com o objetivo de sustentar a unidade da nação recém-independente até que D. Pedro II pudesse assumir. O Período da Regência foi dividido em três partes principais:
1) Regências Trinas (1831-1835)
2) Regência una de Feijó (1835-1838)

     Olá amigos, agora trabalharemos com a disciplina de História, com o conteúdo do Período Regencial. Somos alunos da Escola Municipal de Ensino Fundamental Antonio Liberato, turma 82.